Sabe, um dia desses me peguei pensando no porquê de fingir tanto. Fingimos ser o que não somos pra pessoas que não conhecemos, fingimos não sentir o que sentimos se queremos nos aproximar de alguém aparentemente impossível... Fingimos até pra nós mesmos, quando queremos nos convencer que o que queremos está errado. E o que pensei era "e será que está mesmo errado?" Quer dizer, você passa um tempo da sua vida numa boa, sem grandes emoções, e quando você tem uma chance pra viver a grande emoção que está por vir você simplesmente ignora? Simplesmente diz que isso não é pra você, ou que não seria certo... É como se a vida quisesse que você falasse enquanto você insiste em manter a boca fechada. É como se tudo ao seu redor fosse um grande jogo, mas você se recusa a usar as peças certas; e quando tudo parece acabado, você volta à estaca zero, de onde você nem saiu, pra começo de conversa.
Então me peguei pensando novamente, pensei em tantas coisas que poderia ter feito e não fiz por fingir que estava bem quando na verdade ainda faltava alguma coisa. Essa coisa fica se atrofiando dentro de mim, cada vez mais, e parece que agora eu entendo com que peças jogar.
Na verdade todos nós sabemos, não é? Todo esse tempo que a gente segura pra não fazer o que quer, pra não experimentar o que sentimos vontade de experimentar... E só não dará certo se você escutar que não dará certo, por pessoas que impõem regras, limites aos nossos próprios sentimentos... Que mundo é esse afinal? Colocar limites nos sentimentos? Que viagem... Cada um é livre pro que quer que seja, e eu aprendi que jogar com as peças certas nem sempre agrada a todos. Mas quem se importa? As peças certas me agradam. Então, se a vida quer que eu fale, eu grito; se é pra jogar, então que rolem os dados. O que eu paro pra me perguntar agora, nada mais é do que "se pelo menos metade das pessoas pudessem falar ou jogar de acordo com as próprias regras, em que mundo estaríamos?"
Bom, cada pensamento leva a um outro, que leva a outro, e outro. Mas acho que é pra isso que estamos aqui. Afinal... Sem perguntas não haveriam respostas.
Dices roll so indifferently.
Saturday, December 08, 2007
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8:30 PM
| Suddenly written by
A. Carolina Ψ
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3
surprises
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