O mais esquisito é que eu me dedico aos pensamentos nos dias mais inoportunos. Quando fico sozinha em casa, em silêncio, não vêm idéias na minha cabeça, nem tantos pensamentos assim; mas, vejam só, eu só coloco a cabeça pra funcionar em dias como esse. Dia foi corrido, todos fazendo compras de Natal, lugares cheios, fast food, clima cinzento bem urbanizado (do jeito que eu adoro), coisas demais pra fazer... Mas quando vai chegando a hora de ir embora, fico pensando em tudo: penso no Natal, penso em dias vazios, penso nas pessoas, penso em mim, analiso o clima, idealizo um tipo de cotidiano totalmente diferente do meu... Enfim, desses pensamentos ligados que começam com uma coisa e terminam com outra completamente diferente, tendo algum elo entre o pensamento anterior, ou não. Hoje mesmo, voltando de carro, fiquei pensando em tudo e em nada ao mesmo tempo. Cabeça cheia e de repente vazia, estranho.
Nessas horas eu quero chuva.
Ajuda a relaxar, pensar mais em coisas que não se pensa, se distrair, etc... A chuva ajuda a pensar no que já foi, no que é, no que será, ajuda a pensar nas coisas bobas cotidianas, mas também ajudam a pensar nas coisas importantes que ficam guardadas no fundo da sua cabeça, ou por não ter tempo, ou por simplesmente afastá-las, querendo adiar seja lá o que for.
Na minha opinião todos teriam que ter, as vezes, uma casa bem grande, vazia, no meio do nada, com chuva, cobertores e uma caneca de café.
Ah, se eu tivesse essas coisas agora, não precisava de mais nada. Ser deixada sozinha do meu jeito já me rende uma felicidade absurda, pra recarregar a bateria e quem sabe ser esquecida lá por um bom tempo. As vezes a vontade de sumir fica absurda. Nem tanto pelas pessoas, mas sim pelo simples fato de querer descansar a cabeça e o resto do corpo. Mas já que eu (ainda) não tenho minha casa com o meu café, o jeito é ficar aproveitando minha vidinha na internet, com música feita pra descansar e pegar um cafézinho lá embaixo, pra ver se tem um pouco do efeito.
Sem mais, dia cheio, Natal chegando, agradeço por estar de férias.
Let the rain fall down...
Friday, December 19, 2008
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9:02 PM
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A. Carolina Ψ
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Tuesday, July 22, 2008
@
9:14 AM
| Suddenly written by
A. Carolina Ψ
Esses tempos me dei conta de como me sinto, quando estou sozinha, comigo mesma.
Apóio-me em meus pensamentos, descanso em meio a um monte de almofadas ao redor da cama, ouço músicas acústicas, grandes, assim como os meus intervalos de pensamento.
Imagino como seria poder andar por um longo tempo, por um longo caminho, sozinha. Apesar de sempre ter tido pessoas ao meu redor, agora me sinto auto-suficiente até demais; vale dizer que com algumas pessoas eu já me acostumei (devo dizer acomodei) e hoje sinto que seria muito vazio ter um convívio carente delas, porém acho que me viraria sozinha.
Minha consciência se manteve congelada por muito tempo sobre a idéia de solidão. Me julguei dependente das pessoas, de sua aprovação, mas depois de refletir um bocado, não há tanta necessidade de aprovação assim.
Não se tratando de pessoas falsas, mentirosas, hipócritas, ou o que quer que seja, até porque procuro fugir de surpresas ruins. Após refletir, percebi que a única pessoa que pode ter minha total confiança sou eu, e que ninguém mais terá a liberdade de invadir meus pensamentos, investigar meus eus, avaliar minhas atitudes e me permitir sentir, além de mim.
Confesso que uma vida sozinho não seria animada, nem tão alegre, agitada, como uma vida cheia de pessoas que gostam de ti e se preocupam contigo, mas uma vida sozinho é emocionalmente muito mais estável.
Mas tais pensamentos ficariam desiguais perto das minhas atitudes. Ando distribuindo 'te amos' e sorrisos pra quem está perto de mim, talvez porque eu nunca tenha sentido um amor de verdade, ou por querer oferecer pras pessoas mais do que eu posso ou quero.
Talvez eu sinta falta de um ombro amigo, ou de um caloroso abraço de um namorado, talvez eu sinta falta dos meus familiares unidos como eles foram um dia, talvez eu sinta falta do tempo, saudade do passado, do futuro... talvez essas hipóteses sejam apenas hipóteses formuladas agora, num tempo de humor não tão estável, ou talvez seja uma opinião formada que levarei pro resto da vida. Pra ser honesta, não sei realmente o que se passa, o que deveria se passar, não sei qual o padrão sentimental do momento, não sei qual é a minha imagem formada pelos outros, não sei de que vale essa imagem, a não ser o uso dela pra difamar outras imagens... Enfim, até agora a única coisa que eu sei é que eu não sei. É isso. Eu sei que não sei, sei que saberei um dia, e até lá ficarei enterrada em minhas almofadas ao redor da cama, ou destribuirei sorrisos pra quem dê uma passada pela minha vida, ou fazendo uso de um ombro amigo pra derrubar algumas incertezas cotidianas.
Sei que me senti um pouco 'com o pé atrás' depois de ler esse texto, pra ver se era mesmo essa idéia que eu queria passar.
Eu não sou lá uma Clarice Lispector com as palavras, sabe. Mas um dia conseguirei me expressar perfeitamente, eu espero.
Apóio-me em meus pensamentos, descanso em meio a um monte de almofadas ao redor da cama, ouço músicas acústicas, grandes, assim como os meus intervalos de pensamento.
Imagino como seria poder andar por um longo tempo, por um longo caminho, sozinha. Apesar de sempre ter tido pessoas ao meu redor, agora me sinto auto-suficiente até demais; vale dizer que com algumas pessoas eu já me acostumei (devo dizer acomodei) e hoje sinto que seria muito vazio ter um convívio carente delas, porém acho que me viraria sozinha.
Minha consciência se manteve congelada por muito tempo sobre a idéia de solidão. Me julguei dependente das pessoas, de sua aprovação, mas depois de refletir um bocado, não há tanta necessidade de aprovação assim.
Não se tratando de pessoas falsas, mentirosas, hipócritas, ou o que quer que seja, até porque procuro fugir de surpresas ruins. Após refletir, percebi que a única pessoa que pode ter minha total confiança sou eu, e que ninguém mais terá a liberdade de invadir meus pensamentos, investigar meus eus, avaliar minhas atitudes e me permitir sentir, além de mim.
Confesso que uma vida sozinho não seria animada, nem tão alegre, agitada, como uma vida cheia de pessoas que gostam de ti e se preocupam contigo, mas uma vida sozinho é emocionalmente muito mais estável.
Mas tais pensamentos ficariam desiguais perto das minhas atitudes. Ando distribuindo 'te amos' e sorrisos pra quem está perto de mim, talvez porque eu nunca tenha sentido um amor de verdade, ou por querer oferecer pras pessoas mais do que eu posso ou quero.
Talvez eu sinta falta de um ombro amigo, ou de um caloroso abraço de um namorado, talvez eu sinta falta dos meus familiares unidos como eles foram um dia, talvez eu sinta falta do tempo, saudade do passado, do futuro... talvez essas hipóteses sejam apenas hipóteses formuladas agora, num tempo de humor não tão estável, ou talvez seja uma opinião formada que levarei pro resto da vida. Pra ser honesta, não sei realmente o que se passa, o que deveria se passar, não sei qual o padrão sentimental do momento, não sei qual é a minha imagem formada pelos outros, não sei de que vale essa imagem, a não ser o uso dela pra difamar outras imagens... Enfim, até agora a única coisa que eu sei é que eu não sei. É isso. Eu sei que não sei, sei que saberei um dia, e até lá ficarei enterrada em minhas almofadas ao redor da cama, ou destribuirei sorrisos pra quem dê uma passada pela minha vida, ou fazendo uso de um ombro amigo pra derrubar algumas incertezas cotidianas.
Sei que me senti um pouco 'com o pé atrás' depois de ler esse texto, pra ver se era mesmo essa idéia que eu queria passar.
Eu não sou lá uma Clarice Lispector com as palavras, sabe. Mas um dia conseguirei me expressar perfeitamente, eu espero.
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surprises
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Makes no sense.
Sunday, March 09, 2008
@
11:20 AM
| Suddenly written by
A. Carolina Ψ
Parece que num momento as coisas estão bem, estranho como a gente se engana e as vezes as coisas só pareçam mesmo; parece que você está bem e tudo tá indo de acordo com a sua felicidade quando chega alguma coisa (ou várias) inesperada(s) que te faz repensar no que realmente é bom pra você. acontecem tantas coisas [em tantos aspectos] que você nem sabe mais no que acreditar. não sabe se acredita no sentimento ou na razão. o sentimento sempre foi inconseqüente, e a razão sempre fria. não importa o que aconteça, você se depara com essas duas escolhas, e sempre opta pela que voce acha que é a melhor. incrível como a gente se engana, e vê lá na frente que a gente só aprende é com os erros mesmo... se eu tivesse tomado outra decisão, em que pé estariam as coisas agora? se eu tivesse escolhido o outro caminho, definitivamente o que era pra ser, não seria, e o que era pra ser aprendido se perderia.
e será que as vezes a gente pensa que é uma coisa mas é outra? e se tudo o que você vem se questionando tem uma simples resposta que a complexidade te impede de ver? será que a gente complica tanto assim as coisas, pra chegar numa hora dessas e ter que ouvir o que não quer, mesmo sem ter tido a oportunidade de falar o que quer? na verdade, o sentimento pode ser o que for, inconseqüente até umas horas... mas é mais real do que qualquer outra coisa. não importa distância, tempo, ou qualquer merda que for. sentimento é sentimento em qualquer lugar. e a razão... bem, a razão tem sempre o que é melhor pra nós, pra não termos que chorar, sofrer e penar pra aprender... a razão é pior, porque facilita. nada é tão facil como parece (ou é?).. acho que mesmo depois de tanto refletir acabamos num círculo, que não acaba nunca, e voltamos sempre à estaca zero. e o que temos a fazer sempre quando isso acontece é se lembrar que depois de todo fim vem um novo começo, e que nada (talvez) seja em vão, e recomeçar essa jornada que não acaba nunca, que talvez seja sempre uma grande mudança, ou um grande acontecimento com uma lição no final. num momento encontro-me numa indecisão, e não sei onde isso vai dar, sinceramente.
ééé... é isso que a vida tem de melhor.
e será que as vezes a gente pensa que é uma coisa mas é outra? e se tudo o que você vem se questionando tem uma simples resposta que a complexidade te impede de ver? será que a gente complica tanto assim as coisas, pra chegar numa hora dessas e ter que ouvir o que não quer, mesmo sem ter tido a oportunidade de falar o que quer? na verdade, o sentimento pode ser o que for, inconseqüente até umas horas... mas é mais real do que qualquer outra coisa. não importa distância, tempo, ou qualquer merda que for. sentimento é sentimento em qualquer lugar. e a razão... bem, a razão tem sempre o que é melhor pra nós, pra não termos que chorar, sofrer e penar pra aprender... a razão é pior, porque facilita. nada é tão facil como parece (ou é?).. acho que mesmo depois de tanto refletir acabamos num círculo, que não acaba nunca, e voltamos sempre à estaca zero. e o que temos a fazer sempre quando isso acontece é se lembrar que depois de todo fim vem um novo começo, e que nada (talvez) seja em vão, e recomeçar essa jornada que não acaba nunca, que talvez seja sempre uma grande mudança, ou um grande acontecimento com uma lição no final. num momento encontro-me numa indecisão, e não sei onde isso vai dar, sinceramente.
ééé... é isso que a vida tem de melhor.
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