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Tuesday, July 22, 2008 @ 9:14 AM
Esses tempos me dei conta de como me sinto, quando estou sozinha, comigo mesma.
Apóio-me em meus pensamentos, descanso em meio a um monte de almofadas ao redor da cama, ouço músicas acústicas, grandes, assim como os meus intervalos de pensamento.
Imagino como seria poder andar por um longo tempo, por um longo caminho, sozinha. Apesar de sempre ter tido pessoas ao meu redor, agora me sinto auto-suficiente até demais; vale dizer que com algumas pessoas eu já me acostumei (devo dizer acomodei) e hoje sinto que seria muito vazio ter um convívio carente delas, porém acho que me viraria sozinha.
Minha consciência se manteve congelada por muito tempo sobre a idéia de solidão. Me julguei dependente das pessoas, de sua aprovação, mas depois de refletir um bocado, não há tanta necessidade de aprovação assim.
Não se tratando de pessoas falsas, mentirosas, hipócritas, ou o que quer que seja, até porque procuro fugir de surpresas ruins. Após refletir, percebi que a única pessoa que pode ter minha total confiança sou eu, e que ninguém mais terá a liberdade de invadir meus pensamentos, investigar meus eus, avaliar minhas atitudes e me permitir sentir, além de mim.
Confesso que uma vida sozinho não seria animada, nem tão alegre, agitada, como uma vida cheia de pessoas que gostam de ti e se preocupam contigo, mas uma vida sozinho é emocionalmente muito mais estável.
Mas tais pensamentos ficariam desiguais perto das minhas atitudes. Ando distribuindo 'te amos' e sorrisos pra quem está perto de mim, talvez porque eu nunca tenha sentido um amor de verdade, ou por querer oferecer pras pessoas mais do que eu posso ou quero.
Talvez eu sinta falta de um ombro amigo, ou de um caloroso abraço de um namorado, talvez eu sinta falta dos meus familiares unidos como eles foram um dia, talvez eu sinta falta do tempo, saudade do passado, do futuro... talvez essas hipóteses sejam apenas hipóteses formuladas agora, num tempo de humor não tão estável, ou talvez seja uma opinião formada que levarei pro resto da vida. Pra ser honesta, não sei realmente o que se passa, o que deveria se passar, não sei qual o padrão sentimental do momento, não sei qual é a minha imagem formada pelos outros, não sei de que vale essa imagem, a não ser o uso dela pra difamar outras imagens... Enfim, até agora a única coisa que eu sei é que eu não sei. É isso. Eu sei que não sei, sei que saberei um dia, e até lá ficarei enterrada em minhas almofadas ao redor da cama, ou destribuirei sorrisos pra quem dê uma passada pela minha vida, ou fazendo uso de um ombro amigo pra derrubar algumas incertezas cotidianas.
Sei que me senti um pouco 'com o pé atrás' depois de ler esse texto, pra ver se era mesmo essa idéia que eu queria passar.
Eu não sou lá uma Clarice Lispector com as palavras, sabe. Mas um dia conseguirei me expressar perfeitamente, eu espero.

2 surprises

  1. Sayuri Says:

    Tiliiindo, Anaaa

    Desculpa a demora a vir aqui, ando meio sem tempo e sem paciência pro blog rs |:

    Vê se não some de novooo :)

  2. Sayuri Says:

    vc soomee!