Frio, do latim, frigidu.

Thursday, January 22, 2009 @ 1:07 PM
Incrível como as pessoas se tomam apenas por sensações físicas e sem fundamento. Se deixam levar por impulsos elétricos e só. De repente me torno um ser observador diante da minha espécie, e não encontro alguém observador - pelo menos não o que observa as mesmas coisas no mesmo patamar - que possa fazer a raça valer a pena.
Confesso que as vezes me sinto cansada dessa fase deprimente de observação, e gostaria de pelo menos mudar pra outro lugar, onde a observação pudesse ser mais interessante. Algumas ações são fáceis de prever, e percebe-se que são previsíveis até para quem as executa, tornando os pensamentos previsíveis. Realmente deplorável, pensamentos serem previsíveis é deveras entediante.
Frustrante, eu diria.
Tenho a ponta de esperança que algum representante se mostre imprevisível e mude a visão dos fatos. Mas a pontada desaparece em meio a um mar de agonia e um pseudo-nojo diante de outras situações.
Claro que nem todos são assim, é como se fosse uma escada de evolução, mas todos ficam no mesmo nível quando se misturam; alguns podem se destacar, mas não são vistos com bons olhos, uma pena, de fato.
Se cada um utilizasse o cérebro pro que realmente foi destinado para a raça, além de manter a básica sobrevivência e interação medíocre para conseguir o que é de seu interesse mais medíocre ainda, talvez fosse mais interessante observar.
Suas atitudes giram em torno de interesses, que se mascaram através de desmontrações de afeto, comemorações e sentimentalismos dos mais diversos; mas no fundo não passam de animais, como todos os outros. O que os diferencia, a meu ver, é a falta de senso de respeito para com outras espécies e a ausência de noção de onde é o seu lugar. Mas me limito a observar e criticar para o meu próprio ser, uma vez que sou um deles e me julgo num patamar de frieza semelhante.